sexta-feira, 21 de abril de 2017

Depois de você.... os outros são os outros

Mesmo sem nunca querer admitir, eu sempre tive um boa dose de romantismo no sangue.

Sim! Eu mesma. Meu romantismo pode não ser o mais tradicional, mas amo uma surpresa, flores, declarações e passei grande parte da minha vida pensando se realmente eu encontraria alguém que também me encontrasse.

E não é que nos encontramos? Definitivamente não foi amor a primeira vista. Acho que foi depois de milhares de vistas, algumas conversas, aproximação, amizade e... namoro.
Quando "ficamos" eu não tinha a menor ideia do que ia acontecer. Não criei expectativas e me preocupava muito com o fim da amizade, caso a relação não vingasse.
Mas toda vez que estávamos juntos eu via tanta certeza nele. Acho que ele adivinhava o que aconteceria com a gente. E isso me encantou ainda mais. E a certeza virou dos dois.

E hoje faz 11 anos que ele me deu um sundae guardado num porta-luvas e um beijo que jamais esqueci (que inclusive tem foto).
Ele é meu companheiro, sócio, amigo e meu Tino (vou poupá-lo dos outros 246 apelidos). Mas sempre será meu namorado - mesmo que este título oficialmente tenha durado 10% destes 11 anos.

Obrigada por me ensinar a ser melhor, a respeitar meu jeito e minhas ideias. A me apoiar sempre e a cuidar de mim (e da pequena).

Tino, você é o cara (direi isso por mais mil anos).
Te amo!

Sua Tina


terça-feira, 4 de abril de 2017

Minha mais nova Heroína

Diante da maravilhosa Su Tonani, que não teve medo de se expor, de ser desacreditada, demitida, envergonhada, etc. Diante  do episódio relatado por essa minha nova heroína preferida, eu fiquei pensando a respeito e conclui: é possível, que pensando bem, todas as mulheres já tenham passado por assédio.

Sim, eu já passei. Ou você acha que aquele cara que te segura a força na boate, pode fazer isso? Não pode. Ou que aquele cara que acha engraçado avançar o sinal, quando você não sinalizou que podia, é só meio "taradinho"? Gente, é assédio!
Pode ter passado desapercebido e nem ter incomodado. Em alguns casos até levantou nossa estima. Mas não deixa de ser assédio.

Quando eu tinha 16 anos trabalhei em uma empresa de telemarketing. Era uma equipe 100% feminina, inclusive a gerente. Acima dela somente o dono, que estava sempre presente.
Desde meu primeiro dia, ele me tratava de uma forma especial. E eu acreditava que era pela minha pouca idade, algo paternal. Ele fazia campanhas motivadoras pra eu vender melhor.. só pra mim. Nem minha gerente sabia. E eu achava muito legal ele cuidar de mim assim.

Ele era casado, tinha uma filha especial. Uma filha, ok? E apesar de morar em Niterói e eu em Copacabana, sempre me oferecia carona. Eu não aceitava. Nunca parei para pensar porque eu não aceitava. Afinal, ele era tão bacana. Dizia que eu era inteligente, bonita, muito madura pra minha idade. Então, porque não continuar a conversa e aproveitar a carona?

Tem quase 25 anos e eu que nunca mais pensei nisso, até hoje. Nunca pensei porque sabia que no fundo eu tinha medo dele. Porque a premiações de vendas não deveriam ser só pra mim e muito menos escondidas das outras. No fundo eu me sentia conivente por aceitar os incentivos e culpada por algo que poderia acontecer.
 Mas eu não tinha culpa. Disso eu ainda não sabia.

Esse medo velado em certo momento me fez pedir demissão. Mas na época arrumei outros argumentos pra mim mesma para sair. Hoje sei que não foi só para fazer curso ou achar alguma coisa mais perto de casa.  Na verdade, eu me sentia culpada por algo que poderia acontecer.

Não aconteceu, pois mesmo sem assumir, eu percebi algo incorreto. Mas podia ter acontecido e o impacto disso em uma menina de 16 seria enorme.

Por isso, Su Tonani, te agradeço! Que você sirva de exemplo para muitas outras garotas.

Afinal #mexeucomumamexeucomtodas

quarta-feira, 8 de março de 2017

Somos Diferentes

Então hoje é o dia internacional da mulher. E claro, como toda mulher adoro uma data, uma comemoração, uma homenagem. Mas também não descarto um tanto de "esquisitice" em um ter um dia só para as mulheres. Mas enfim...

Em pleno 2017 ainda tem gente que acha que não existem diferenças sociais, de salários, de condutas, de tratamento. Bom... mas se tem branco que acha que por "até ter um amigo negro" não é racista, porque não pode ter homem achando que "até por ser casado" não é machista, não é mesmo? Ai Deus....

Diferenças existem entre pessoas. Mesmo entre pessoas fisicamente parecidas existem grandes diferenças. Isso nunca vai mudar. O que precisa mudar é a forma de lidarmos com isso.

Outro dia recebi olhares de surpresa quando contei que respondi para minha filha de 5 anos que sim, menina podia namorar menina. Mas namoro era coisa de adulto então ela não tinha que se preocupar com isso. O que eu podia responder? Que não pode? Mas pode. Só ela não tem maturidade ainda pra entender o que é um namoro, que realmente é coisa de adulto. E pra mim essa foi a melhor parte da resposta e não a parte do "sim".

Como queremos ter um mundo mais tolerante se ensinamos aos nossos filhos a ser intolerantes? Como ter homens menos machistas no futuro quando ainda existe a brincadeirinha "meu filho vai passar o rodo nessas meninas"!

Na minha opinião está nas nossas mãos mudar, criar pessoas com outras visões, com outros conceitos. Não disse que é fácil, mas é responsabilidade dos adultos de hoje dar exemplo, ensinar, mostrar como se trata outro ser humano, seja lá de que cor, preferência, partido, opinião ou sexo.


Feliz dia Internacional das Mulheres para todos!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Poder de ir e vir?

Eu vou dormir pensando o que tenho pra fazer no dia seguinte. Passo vários minutos do meu dia arquitetando como terei mais minutos livres. Tenho controles, tabelas, agenda. Tudo para dar conta de todas as atividades do dia e ainda ter a sensação de liberdade.

Quando trabalhava em agência, não tinha isso. Era meio "pague para entrar e  reze pra sair", ou talvez "receba para entrar e reze para sair". O dia começava as 9h e nunca, mas nunca mesmo, eu sabia a hora que ele acabaria. Talvez isso tenha me causado essa necessidade de tempo livre, tempo que muitas vezes (muitas mesmo) eu uso pro trabalho, seja pra estudar ou refazer algum planejamento que não tenha ficado do jeito que eu queria. Mas aí eu opto por abrir mão do tempo livre para isso. E isso me dá muita energia.

Controlar meu tempo é o maior poder que eu conquistei. E como todo poder ele tem seu lado negro também. Querer ir almoçar com um amigo na sexta e deixar o trabalho da tarde pro sábado, pode ser ótima ideia na sexta... mas certamente não será no sábado.

Largar tudo para malhar as 16h é pura satisfação! Mas voltar as 21h pro computador não é. Logo, controlar seu tempo pode ser uma armadilha.
Outra grande armadilha do home office é que as pessoas podem julgar que você mora no trabalho.. e de fato mora... E isso pode ser bastante mal interpretado.

Certamente hoje eu produzo igual ou até mais trabalhando em casa e controlando meu tempo. Afinal, convenhamos tinha muito cafezinho ocioso e reunião desnecessária. Fora o deslocamento da ida, hora de almoço (que eu raramente tiro), deslocamento da volta.  Consigo ter mais tempo livre mas tenho que ficar atenta todo tempo as armadilhas e saber "encerrar o expediente".

Se você está esperando uma conclusão para este texto e uma dica infalível. Esqueça..rsrss. Eu ainda não tenho a fórmula e sinceramente acredito que isso varia de pessoa pra pessoa.
O que importa é saber separar. O ambiente pode ser o mesmo mas sua casa é sua casa. Seu trabalho é seu trabalho. Falando nisso... Deixa eu ir.

Fui!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Não, não é óbvio que a vida é rápida

Nas duas últimas semanas convivi muito com a morte. Por mais que eu acredite que em certos momentos todos nós precisamos de recomeços e quem tem muito além disso aqui... é morte. E morte de gente jovem, gente como a gente, mexe muito.

Dois amigos,  publicitários, que perderam a luta contra o câncer.
Trabalhei com cada um deles em momentos bem diferentes da minha vida e apesar de ser a mesma agência, estavam em cidades diferentes, é possível que eles nunca tenham sido apresentados.

Em comum, além de grande lutadores, que enfrentaram muitas outras lutas antes desta,  tinham uma linda família, eram pessoas daquelas que todo mundo gosta e tinham sempre calma e tranquilidade que só os que tem bom humor como seu amigo, pode ter.

Quando soube da doença de ambos, me retrai. Não convivia há tempos com nenhum dos dois. Mas tive muita vontade de ir mais longe do que mensagens virtuais... mas não fui. E tinha a sensação que me arrependeria. Me arrependi. E somo isso a lista de lições que aprendi com a luta destes dois. Algumas delas:

- Sim, o ser humano é solidário. Sim, somos parceiros e otimistas. Somos sensíveis e AMIGOS no melhor teor da palavra.
-Não é possível se colocar no lugar de quem passa por isso. Por mais que se tente.
- Não é óbvio que a vida é rápida. Ainda não aprendi isso.
- O mundo mundo continua a rodar, mesmo quando alguns saltam dele.

E a última lição, talvez a mais importante de todas que me "ocorreu" no dia que soube de uma das perdas:

- Estar irritada por problemas de trabalho, com criança chamando e ainda assim ter que parar para fazer um macarrão de almoço  é MARAVILHOSO. Muita gente gostaria de estar fazendo isso e não pode.


Por fim deixo meus sentimentos e melhores energias as famílias que tem o IMENSO desafio de se reinventarem. E torço que a alegria destes dois queridos paire para sempre nestes lares.

E vamos em frente.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

E O SOL CONTINUA A BRILHAR

E o ano oficialmente começou na minha empresa. Fim de recesso, mas o sol continua a mil lá fora. E o calor então, nem se fala.

Sentei no computador para colocar em dia o trabalho e não paro de pensar em mil táticas para ter tempo livre nas férias da pequena. Isso inclui trabalhar em horários alternativos e  se desdobrar como der. Novas ambições.

Sempre fui um tantinho doida por trabalho. Ainda sou doida por trabalho, mas sou igualmente doida pela vida em família. Coisas da idade, da maternidade, da vida.

Então que o sol brilhe e o relógio ande devagar para todos nós termos tempo de aproveitá-lo.

Feliz 2017

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Pronta pra mergulhar em 2017

Quando eu era criança, criei na minha cabeça que sempre depois de um ano ruim, teria um ano bom. Mas aí eu parei de acreditar nisso e veio um ano bom depois de um também bom. E aí teve um ano que nem foi todo ruim, nem todo bom. E outros tão foram assim. Nem todo ruim, nem todo bom.

2016 para mim foi muito especial. Sinceramente me apeguei a este ano. Mas ao mesmo tempo foi um ano muito difícil. Ano de mudanças, de conflitos, de crise. E a crise esteve muito próxima. Muitos amigos perderam os empregos e muitos outros, a esperança.

Foi um ano em que começou testando ao limite minha fé. E que tive que trabalhar minha esperança em uma escala estratosférica. Funcionou.

Aos que também mantiveram a esperança no país, muitas vezes ela foi derrubada por uma cruel intolerância. Nos dividimos em discussões mal educadas nas redes sociais. Nos posicionamos, antes de tudo, como incapazes de aceitar outros pensamentos e posições políticas. E também a falta deles.

Ironicamente, no ano que muitas vezes detestei ser usuária das mídias sociais, foi o ano em que comecei a viver delas. Retomei a comunicação, estudei, me aperfeiçoei e com isso encarei de verdade o que é depender de clientes para pagar contas.  Também descobri, e continuo descobrindo, o preço para trabalhar com o que se ama, da forma que se ama. E agora tenho certeza de que não quero (nem conseguirei) enriquecer, nem ter poder, nem glamour. Quero saúde, contas pagas e tempo com os que amo.

E os que amo estão ainda mais perto. E o Rio de Janeiro continua lindo? Continua sim!  Mas está doente. E podemos reclamar diariamente e criar um atmosfera ainda pior ou podemos acreditar e olhar o copo cheio. Não estou falando de não lutar pelos direitos, ok? Estou falando de otimismo. O que me trouxe até esse texto.

Sim, foi o otimismo que me fez sentar aqui. E quando 2016 começou, nossa vida girou 180 graus, eu tive a sorte de ser casada com um otimista de mão cheia...e ele me disse: vai dar tudo certo. Eu duvidei por instantes. Mas o vi tão feliz com a possibilidade de construir uma vida totalmente nova, que não tive como não embarcar naquilo. E ... estamos navegando. Não podemos parar de remar. Mas estamos felizes e otimistas.

Devem aparecer ondas maiores, mas sabe de uma coisa? Um mergulho de vez em quando não faz mal. Tanta coisa que a gente não controla: acidentes, saúde... vamos viver escolhendo o melhor com o que temos controle.

Foi um ano que pensei muito em saúde. Dois casos de pessoas que já conviveram muito comigo me tocaram muito. Pessoas jovens que estão lutando pela vida. E sabe aquela história do mergulho? Então, eles estão mergulhado, mas sempre sobem `a tona para pegar um ar e dar um sorriso. E quando me pego emburrada por besteira, me lembro do sorriso deles. Tem coisas que não temos como controlar. Mas podemos decidir como lidar com elas. E a esses dois amigos agradeço pelo
aprendizado.

Claro, falar é bem mais fácil que fazer. E por isso estou aqui. Para agradecer ao 2016 por ter sido tão cordial comigo. E que em retribuição eu consiga fazer bem mais do que falar em 2017.

Sou muito grata (prometo não usar a palavra gratidão) e que 2017 venha doce, sorridente e sempre com uma bóia de braço.


Feliz 2017 amigos queridos!